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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Alguém pediu "bis"?


 A cada novo ano nos chocamos com mais e mais tragédias. São morros inteiros escorregando com suas vilas ladeira abaixo; casas e mais casas sendo soterradas; adultos e crianças morrendo (por omissão) e tanta tragédia a primeira vista nos chocam, ou melhor, ainda nos chocam. SIM AINDA! Pode parecer inacreditável, mas as grandes tragédias que vemos todo ano já fazem parte do nosso cotidiano.
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 “Nós não aprendemos a lição. Começou o deslizamento dos morros. Árvores foram arrancadas e arrastadas pela enxurrada levando pessoas, animais e casas”.

Ao ler essa manchete o que você pensaria? Provavelmente que acabou de ocorrer um deslizamento em alguma parte do país, não é mesmo? Errado meus amigos! Esse texto foi publicado pelo jornal Folha de São Paulo em 1967. No dia 18 de março, mais de 400 pessoas morreram numa sucessão de deslizamentos de terra em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. (Fonte: G1)
 
Pois bem, mais de 40 anos se passaram e ainda estamos estagnados frente a tantas tragédias. Felizmente o ser humano não é de pedra e ainda fica chocado ao ver tais cenas na TV. O problema é que a esmagadora maioria fica só na frente TV. Claro que não poderíamos deixar de lado a grande solidariedade do povo brasileiro, que doou imensas quantidades de itens para a sobrevivência do próximo, mas isso não cura a ferida, só ameniza o problema.

O verdadeiro problema das frequentes tragédias está na nossa mente. Mesmo sem perceber nos acostumamos a conviver com grandes desastres. Chocam de início, mas depois passam. Esquecemos o comprometimento próprio para evitar este tipo de incidente. Continuamos a espalhar cada vez mais lixo pela cidade e pelos rios. Resultado: Alagamentos. Continuamos a empurrar os menos favorecidos para cada vez mais longe, forçando-os a ocuparem áreas irregulares. Resultado: Deslizamentos. E o pior de nossos pecados é logo fecharmos os olhos para os tristes fatos que se repetem. Deveríamos cobrar mais das políticas públicas e cobrar a nós mesmos!

A natureza não faz nenhuma tragédia sozinha, pois toda e qualquer tragédia envolve seres humanos. Se um alagamento ocorre em determinada parte da Amazônia, não é nenhuma tragédia, mas se ocorre no meio de São Paulo e faz várias vítimas, pronto! Tragédia. Mas a natureza não é a única culpada, ou melhor, nunca é culpada. A natureza tem seu curso, não devemos entrar na frente e modificá-lo. Quem está destruindo o Tietê somos nós!

Confesso que fiquei chocado ao ler a manchete citada no início desta postagem, isso prova que eu mesmo não me dei conta do quão grande tudo isso se tornou. Olhe por quanto tempo isso se arrasta! Não vamos deixar que isso continue assim. Cobre! E faça sua parte.


Citação disponível em: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/01/sistema-desenvolvido-no-brasil-poderia-ter-diminuido-estragos-na-regiao-serrana.html
09 de fevereiro de 2011
Imagem: http://blog.corpodebombeiro.net/
[http://especiais.ig.com.br/zoom/wp-content/blogs.dir/7/files/enchentes-rio/enchente0001.jpg]
09 de fevereiro de 2011

VEJA AGORA > GALERIA DO ABSURDO

Galeria do Absurdo

Acompanhem o Relatório do Absurdo que vivemos. Grandes inundações no Rio de Janeiro desde 1711


Set/1.711 Grandes inundações no Rio de Janeiro.


04/04/1.756 Um grande temporal, precedido por ventos fortes, atingiu o Rio de Janeiro a partir das 13h. Foram três dias consecutivos de fortes chuvas, que provocaram inundações em toda cidade e desabamentos de casas, fazendo inúmeras vítimas. No dia seis de abril, canoas navegavam do Valongo até a Sé.


10/02/1.811 – Inundações, a catástrofe que castigou o Rio de Janeiro entre os dias 10 e 17 de fevereiro de 1811 ficou conhecida como “águas do monte”, em virtude da grande violência com que a enxurrada descia dos morros que cercavam a cidade. Grande parte do Morro do Castelo desmoronou, provocando o desabamento de muitas casas. Fala-se em muitas vítimas e enormes prejuízos materiais, mas os verdadeiros números são desconhecidos, pois o jornal da época a Gazeta de Notícias não dava importância a estes acontecimentos, segundo Vieira Fazenda. Tal foi a magnitude deste temporal que o príncipe regente ordenou que as igrejas ficassem abertas para acolher os desabrigados e encomendou estudos sobre as causas da catástrofe. A construção da muralha do Castelo-Fortaleza de São Sebastião foi a solução encontrada para evitar novos desabamentos de casas e mais mortes.
1883 -


17/03/1.906 - Inundações, conhecido como uma das maiores que castigou a cidade. Naquele dia, 165 mm precipitaram em 24 horas. O transbordamento do Canal do Mangue provocou alagamento em quase toda a cidade e houve desmoronamentos com mortes nos morros de Santa Tereza, Santo Antônio e Gamboa.


03/04/1.924 - Inundações, fortes chuvas provocaram o transbordamento do Canal do Mangue, inundação em vários bairros, além da Praça da Bandeira, e desabamentos de barracos, com vítimas, no Morro de São Carlos.


29/01/1.940 112 mm causaram alagamentos em quase toda a cidade e mortes por desabamentos no bairro de Santo Cristo.



06/01/1.942 Inundação, 05 mortos, foram 132 mm de chuva, com um desabamento que soterrou cinco pessoas no Morro do Salgueiro.


15/01/1.962Inundação, 25 mortos, centenas e desabrigados, temporal que totalizou 242mm e provocou o transbordamento do Canal do Mangue e do Rio Maracanã e deslizamentos em vários pontos.


02/01/1.966 Enchentes e deslizamentos nos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro, 250 mortos, 50.000 desabrigados.

rj1966



20/01/1.967 Deslizamento, Rua General Glicério, Laranjeiras, 200 mortos, 300 feridos, devido as fortes chuvas, uma casa e dois edifícios foram soterrados entre as ruas Belizário Távora e General Glicério.


20/01/1.967 Enchentes e deslizamentos, nos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro, 300 mortos e 25.000 feridos.



Fev/1.971 - Revista Veja


03/12/1.982 Inundação, 6 mortos, causou deslizamentos no Morro Pau da Bandeira, inundando várias ruas com o transbordamento do Rio Faria-Timbó.


20/03/1.983 Um grande temporal caiu na madrugada de 20 de março de 1983, provocando a desabamento de casas e a morte de 05 (cinco) pessoas em Santa Teresa, onde a chuva atingiu 189 mm. O transbordamento de rios e canais em Jacarepaguá deixou mais de 150 desabrigados.


24/10/1.983Inundação, Rio de Janeiro, 13 mortos, forte temporal, com deslizamento de terra no Morro do Pavãozinho.


26/02/1.987 Enchente, Petrópolis, Teresópolis e Rio de Janeiro, 292 mortos, 20.000 desabrigados. Em razão destas chuvas que registravam 171 vítimas fatais em Petrópolis e 94 no município do Rio de Janeiro foi decretado nesta o Estado de Emergência e com o agravamento da situação no dia 22 Estado de Calamidade Pública.


01/02/1.988 - Enchente, Petrópolis, Baixada Fluminense, 277 mortos e 2.000 desabrigados.
petropolis1988Petrópolis (RJ)



12/02/1.988Deslizamento, Morro Dona Marta, Rio de Janeiro, 6 mortos, 40 feridos e 300 desabrigados, uma tela usada em uma obra de contenção de encosta rompeu-se sob o peso do lixo e da lama, acumulados durante uma semana de fortes chuvas. A enxurrada destruiu cerca de 30 barracos.


19/02/1.988Enchente e deslizamento, Rio de Janeiro, 289 mortos, 734 feridos, 18.560 desabrigados, prejuízos US$ 935 milhões.
rua-jardim-botanico-rj-1988_11-29-2008


17/01/1.991 Enchente, Rio de Janeiro, 25 mortos e 8 feridos.

Jan/1.999 - Enchente, Rio de Janeiro e municípios do Vale do Paraíba e região Serrana, 41 mortos, 72 feridos e 180 famílias desabrigadas.


Jan/2.000 - Enchente, municípios do Petrópolis, Teresópolis, Casimiro de Abreu e Barra Mansa. 22 mortos, 60 feridos e 133 famílias desabrigadas.


Fev/2.003Enchente, municípios da Região Serrana, Sul e Norte Fluminense. 36 mortos, 95 feridos e 870 desalojados e 823 desabrigados.



FONTES: Departamento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro; aleosp2008 [http://aleosp2008.wordpress.com/2008/11/29/rio-de-janeiro-as-grandes-enchentes-desde-1711/]
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